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Empatia e liderança: entenda o segredo de bons gestores

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Hoje em dia, quase todo gestor já se deu conta de que o capital humano sempre foi uma das ferramentas mais valiosas de uma corporação. E quando lidamos com pessoas, há duas coisas que nunca devem ser deixadas em segundo plano: empatia e liderança.

Antigamente vistos como meras peças de uma engrenagem maior — facilmente substituível — os colaboradores foram se transformando gradualmente em peças-chave, diretamente responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma empresa.

Nesse contexto, a criação de um ambiente de trabalho harmonioso, produtivo e agradável é essencial. Equipes satisfeitas com suas atribuições e, principalmente, com seus líderes, são comprovadamente mais produtivas, lucrativas e eficientes. E não é para menos! Quem se sente seguro e motivado com um chefe controlador, autoritário e extremamente inflexível, não é mesmo?

Se você quer compreender melhor essas questões, não deixe de acompanhar o post de hoje, pois é exatamente sobre isso que vamos falar! Continue a leitura e fique, de uma vez por todas, por dentro relação íntima que existe entre empatia e liderança. Vamos lá?

Mas, afinal, o que é empatia?

Foi-se o tempo em que ser um chefe ou líder autoritário, inflexível e crítico em demasia trazia bons resultados para as empresas. O que acontece atualmente é justamente o oposto. Líderes vistos como pessoas com alto nível de empatia alcançam resultados melhores, retêm os talentos em suas equipes e conseguem baixar de maneira significativa os índices de rotatividade, demissões e faltas ao trabalho.

Por isso, como gestor e líder, você deve se perguntar constantemente: sou bem-aceito na corporação? Meus liderados se sentem confortáveis na minha presença? Sou visto como uma pessoa aberta ao diálogo e que trata as pessoas com humanidade, coerência e profissionalismo?

Caso você tenha muitas dúvidas em relação às questões acima, é hora de parar para fazer uma reflexão aprofundada sobre suas maneiras de liderar e conduzir sua equipe. É necessário que você tenha muito claro que, além de sua competência técnica e experiência, a empatia é uma característica que, se desenvolvida e trabalhada, pode levá-lo muito mais longe do que você jamais imaginou.

Mas afinal, como empatia e liderança se relacionam no mundo corporativo? Como é possível utilizá-las a seu favor e de sua equipe, alcançando níveis surpreendentes de produtividade, aprimoramento e profissionalismo?

Qual é a relação entre empatia e liderança?

Segundo a definição do dicionário Aurélio online, empatia é uma “forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa”. Trocando em miúdos, uma pessoa empática é aquela que possui a capacidade de colocar-se no lugar de outra pessoa, conseguindo, assim, entender a maneira como ela se sente, atua e interage com situações, pessoas e acontecimentos.

Possuir um alto nível de empatia significa, então, compreender e aceitar que cada indivíduo possui sua própria maneira de enxergar a vida e lidar com determinadas questões, mesmo que ela seja distinta da forma como você costuma agir.

Se uma pessoa interpreta alguma situação de um modo totalmente diferente de como você a enxerga — ou de como você esperava que ela a enxergasse — isso não quer dizer que ela está certa ou errada. Apenas que sua história de vida e acontecimentos passados moldaram sua maneira de ser e de se comportar.

Como funciona sua aplicação no cotidiano das empresas?

Mas porque a empatia está sendo tão discutida e trabalhada no mundo corporativo? Qual a importância de desenvolvê-la, aprimorá-la e aplicá-la no dia a dia das organizações, especialmente quando se fala da relação entre líderes e gestores com suas equipes e subordinados, afinal?

A principal questão tem a ver com melhorias na comunicação e nos níveis de confiança. Saber escutar as demandas de seus comandados e esforçar-se para entender a realidade deles é capaz de melhorar de maneira drástica o ambiente de trabalho. A cada dia, os líderes têm que lidar com a diversidade dentro de seus departamentos.

Diferentes faixas etárias, gêneros, níveis de instrução, histórias de vida… você, como gestor deve estar preparado para lidar e manejar adequadamente todas essas diferenças, de maneira a promover uma excelente integração entre todos os envolvidos.

Ao ser um líder com pouca empatia, as chances de seus colaboradores lhe omitirem informações, com medo de sua reação, é bem grande. Ao exigir a entrega de um relatório complicado em pouco tempo, por exemplo.

Por mais que o funcionário saiba que precisa de mais tempo para realizar um trabalho de qualidade, ele ficará com receio de lhe expor a situação, assustado com a possibilidade de que você o julgue incapaz ou incompetente. O resultado? Um nível de estresse altíssimo, queda na produtividade e um relatório de baixa qualidade.

Pode parecer difícil de acreditar, mas saiba que líderes com níveis baixos ou inexistentes de empatia não costumam contar com a admiração e o respeito de seus subordinados. É isso mesmo! Ao usar o medo, a pressão e a intimidação para liderar, a tendência é que você passe a ser mal visto e até mesmo odiado pela sua equipe.

Como saber se você é empático ou temido?

Por isso, aqui cabe uma reflexão: ao observar o comportamento de sua equipe, você consegue perceber alguma hostilidade ou receio? Alguns sinais de que você não tem o respeito e a admiração do seu time são bem fáceis de se perceber: eles fogem da sua presença, ou encurtam conversas?

Ou, ainda: não sorriem nem olham diretamente nos seus olhos? Realizam a maior parte da comunicação corporativa por e-mail? Esses são sinais bem fortes de que você tem sido evitado e temido pelos seus colaboradores.

Do mesmo modo, não ser convidado a participar de eventos sociais, como happy hours e confraternizações, bem como ver crescer a rotatividade sem motivo aparente, além de constatar o aumento das faltas por doenças relacionadas ao estresse pode significar que você é um chefe autoritário e que comanda por meio do medo e da intimidação.

Por outro lado, caso você seja visto por seus comandados como um líder compreensivo e humano, eles se sentirão à vontade para lhe expor seus problemas e dificuldades, tendo a certeza de que, juntos, vocês poderão encontrar a melhor solução para toda e qualquer questão.

Como a empatia cria relações mais próximas?

Ao serem liderados por alguém comprovadamente empático, os níveis de confiança e produtividade das equipes tendem a aumentar significativamente.

Ao serem vistos como seres humanos, passíveis de erros e acertos, as pessoas se sentem muito mais confortáveis para serem quem realmente são, convivendo de maneira mais harmônica com os colegas, sentindo-se confortáveis com seu trabalho e, por isso mesmo, dando o melhor de si em suas tarefas e atividades.

Além do mais, ao desenvolver a empatia em suas relações de trabalho, você evitará julgar as pessoas e tomar atitudes e decisões precipitadas e mal calculadas. Ao colocar-se no lugar delas, esforçando-se para tentar compreender suas maneiras de atuar, você passará a colecionar muito mais admiradores do que inimigos, pode acreditar.

Como transformar a escuta na melhor ferramenta para líderes?

No universo corporativo, uma questão não pode ser mais verdadeira: não importa quanto conhecimento técnico e experiência em sua área de atuação você traga em sua bagagem profissional. Para ser um bom líder e apresentar bons resultados é imprescindível conhecer muito bem a sua equipe.

Os pontos fortes e fracos de cada um, suas características, habilidades e talentos — entre outras questões — que são diferentes e inerentes a cada um.

E como é possível conhecer as potencialidades e fragilidades de cada colaborador sem desenvolver a capacidade de ouvi-los? Impossível, certo? E aqui, quando se fala em ouvir, trata-se de ouvir ativamente, estando aberto a escutar verdadeiramente o que seus comandados têm a lhe dizer.

A capacidade da escuta ativa é essencial para todo e qualquer líder. Esse conceito baseia-se em retirar o foco de si mesmo durante uma interação, seja em uma reunião ou até mesmo em uma conversa menos formal com algum funcionário.

A escuta criativa

Escutar verdadeiramente o que a pessoa fala, sem julgar ou formular respostas mesmo quando a fala do outro não está finalizada, são as peças-chave para se tornar um especialista em escuta ativa.

Ao aprimorar essa capacidade, além de aumentar consideravelmente seus níveis de empatia, você será capaz, inclusive, de melhorar o seu poder de persuasão. Exatamente! A troca verdadeira de ideias, opiniões, sugestões e pontos de vista, estimula que as pessoas se tornem mais abertas a novos conceitos e propostas.

Dessa forma, você será capaz de construir uma base sólida para que suas ideias sejam aceitas de maneira mais positiva e menos autoritária. Ao não enxergarem você como um líder que impõe sua opinião doa a quem doer, seus comandados se sentirão muito mais motivados a realizarem o que você propôs, com eficácia e qualidade, vestindo a camiseta da empresa e dando o melhor de si.

Além disso, ouvir ativamente seus funcionários fará com que você os conheça verdadeiramente e saiba quais são as habilidades e fraquezas de cada um. Com o passar do tempo, isso vai melhorar suas escolhas, levando-o a delegar tarefas de um jeito melhor.

Saber ouvir também pode contribuir imensamente para o aumento do nível de inovação e superação de dificuldades e obstáculos. Ao terem a certeza de que serão ouvidas, as pessoas começam a se sentir muito mais confortáveis ao sugerir mudanças e melhorias, apresentar novas ideias, conceitos e modos de realizar determinadas tarefas.

Acredite, seus funcionários têm muito a contribuir para a melhoria da empresa, basta que você esteja disposto e aberto a escutar o que eles têm a lhe dizer! Por isso, não deixe de utilizar a escuta como uma ferramenta para empoderar pessoas, gerar inovação e conhecer a fundo os talentos que trabalham diariamente com você!

Como ser construtivo?

Se você chegou a este ponto da leitura, já deve estar convencido da relação benéfica entre empatia e liderança, não é mesmo? Entretanto, é muito importante frisar que ser um líder empático não significa “passar a mão na cabeça” de seus colaboradores, fingindo não enxergar erros e falhas na equipe.

Ser um líder com altos níveis de empatia não é o mesmo do que ser condescendente, tenha isso sempre muito claro em sua mente. Como gestor, é seu dever elogiar bons desempenhos e pessoas que se destacam, mas também saber repreender e criticar quando for necessário.

Nunca se esqueça que equívocos e enganos são excelentes oportunidades para se aprimorar, aprender e evoluir. E isso vale tanto para você quanto para os seus comandados.

Para que toda e qualquer empresa esteja sempre aprimorando seus processos e entregando qualidade, é imprescindível que seus colaboradores também estejam em constante aprendizado, avaliando seus erros, melhorando suas características pessoais e trabalhando ativamente em seu desenvolvimento pessoal e profissional.

E como líder, você é responsável por coordenar esse processo de aprimoramento constante entre os membros de sua equipe. Como? Por meio de feedbacks construtivos.

Como o feedback pode melhorar o desempenho de todos?

Seus funcionários, assim como você, são seres humanos. E como todo ser humano, são passíveis de erros e falhas. Por isso, acostume-se a avaliar e conversar sobre o desempenho dos membros de sua equipe com frequência.

Como dar feedbacks?

Nesses momentos, é importante saber criticar e elogiar com sabedoria. Tenha sempre em mente que feedbacks devem ser sempre sinceros, mas nunca ofensivos. Sua missão como líder é ajudar e auxiliar seus comandados a estarem sempre em busca de melhorias em suas trajetórias profissionais e não fazê-los se sentirem incapazes ou incompetentes.

Como gestor empático, seu papel é apontar erros e falhas de maneira impessoal e profissional. E, mais importante que isso, buscar, com o funcionário formas de melhorar e ajustar comportamentos e ações, com o intuito de aprimorar determinadas características benéficas e deixar de lado atitudes que possam comprometer o desempenho do indivíduo e da equipe.

Ao se esforçar para começar a enxergar seus funcionários como humanos, passíveis de falhas e acertos — assim como você — e contribuir ativamente para seus processos de desenvolvimento pessoal e profissional, você passará a ser visto como um exemplo a ser seguido e como um líder sábio e justo.

Dessa forma, eles vão fazer questão de levar o que você diz em consideração e se esforçarem para melhorar o que foi proposto.

Como receber feedbacks?

Da mesma maneira, é essencial também que você peça feedbacks de seus comandados sobre sua atuação como líder. Nessa hora, deixe o ego de lado e aceite as críticas e sugestões sobre sua maneira de comandar. Não leve nada para o lado pessoal e escute com atenção o que seus colaboradores têm a dizer. A escuta ativa é peça-chave da empatia, lembra?

Para deixá-los mais à vontade para opinar, você pode propor que os feedbacks sejam dados de maneira anônima. Isso evita que algum funcionário se sinta intimidado na hora de lhe dar a sua opinião, caso ela não seja assim tão positiva.

Por mais que receber críticas possa ser dolorido, busque focar no quão benéfica ela pode ser para sua performance profissional. E, ao estar aberto a elas, você será admirado por seus comandados. Pode estar certo disso!

Como a liderança servidora pode ajudar na empatia?

Você já ouviu falar de liderança servidora? O conceito, proposto pelo autor James Hunter no livro que virou um best-seller mundial, O Monge e o Executivo, baseia-se na ideia de que “liderar é, antes de tudo, servir”.

Se você ficou confuso com esse conceito, explicamos: ao se dispor a servir sua equipe, apoiando seus colaboradores, atendendo suas necessidades e impondo e esclarecendo limites, o líder passa a ser visto como inspirador, que motiva as pessoas a agirem em prol de um objetivo comum.

O líder servidor é admirado e valorizado, principalmente, por seu caráter mais humano e suas características pessoais e não pela posição hierárquica que ocupa na organização.

E aí é que está a diferença crucial: o líder servidor passa a liderar baseado em sua autoridade (habilidade de motivar pessoas a trabalharem juntas e unidas, visando ao alcance de resultados coletivos e benéficos) e não em seu poder (capacidade de forçar ou coagir pessoas ou equipes a fazerem o que você deseja, somente em função de sua posição hierárquica).

Segundo o autor, o bom líder é aquele que consegue conquistar a admiração e o respeito de seus comandados na medida que se dispõe a servi-los e ajudá-los, levando em consideração os anseios e necessidades de cada membro da equipe. Entre os líderes servidores citados no livro está ninguém menos que Jesus Cristo.

Por meio das parábolas — pequenas histórias, dotadas de um ensinamento moral ou ético — Jesus desempenhou um papel de liderança de uma maneira muito especial e única. Ao compartilhar as parábolas com os seus seguidores, ele provocava reflexão e mudanças de atitude. Além disso, Ele costumava elogiar seus discípulos quando pertinente e repreender quando necessário.

As relações entre empatia e liderança servidora

Mas afinal, esse post não era sobre empatia e liderança? Como o conceito de liderança servidora pode ajudar nessa questão?

De muitas maneiras, pode acreditar. Isso porque, entre as características necessárias para ser um bom líder, baseado no conceito de liderança servidora, está a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Ao conseguir exercer a empatia, desenvolvendo a sensibilidade de sentir-se como outra pessoa em determinada situação, o líder passa a ser capaz de entender (e de maneira muito mais profunda) as necessidades de seus empregados. A partir daí, torna-se possível servi-los de modo mais acertado e eficiente, melhorando os resultados da equipe como um todo.

Com isso, os comandados passam a sentir-se parte integrante de todo o sistema empresarial onde estão inseridos. O resultado? Altos índices de motivação e comprometimento por parte da equipe.

Obviamente, o conceito de liderança servidora abrange o desenvolvimento de outras características igualmente importantes, como altos níveis de comprometimento e autoconhecimento, além de otimismo e boa comunicação. Entretanto, ao desenvolver e exercer a empatia com seus comandados, o natural é que as demais habilidades do líder servidor sejam aprimoradas de maneira mais fluida e natural.

É necessário esclarecer, contudo, que o estabelecimento de um estilo de liderança servidora não ocorre do dia para a noite. Especialmente se você não é uma pessoa empática e otimista por natureza.

A boa notícia, no entanto, é que tornar-se um líder servidor, que conta com altas doses de empatia, também não é uma tarefa impossível. Caso esteja realmente comprometido em investir no seu desenvolvimento pessoal e numa transformação do seu ambiente de trabalho, é perfeitamente possível aliar esses dois conceitos de maneira extremamente eficiente, eficaz e benéfica.

Hoje em dia, o conceito de bom líder é muito distinto do de anos atrás. Antes vistos como autoritários, inflexíveis e “duros na queda”, a imagem do líder eficiente passou por profundas transformações, conforme nossa sociedade foi desligando-se pouco a pouco de uma visão mecanicista e hierarquizada de processos, funções e tarefas no mundo corporativo.

Atualmente, a visão mais humanizada dos liderados é bastante valorizada. Equipes que contam com alguém que, além de liderar, apoia, suporta e comanda de maneira humana e empática, demonstram níveis de produtividade, eficiência e resultados bem altos.

Como você pôde comprovar ao longo deste texto, empatia e liderança são conceitos cada dia mais conectados. Abordamos aqui a empatia e como ela é aplicado no mundo corporativo, a importância de saber ouvir e como utilizar a escuta ativa como uma ferramenta para líderes, ser construtivo nos feedbacks e ainda citamos a liderança servidora como auxiliar da empatia.

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