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Liberdade x Monitoramento: o que é preciso ao delegar tarefas?

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Sabia que liderar uma equipe, independentemente de quantos colaboradores a compõem, implica em muito mais que simplesmente dar ordens e supervisionar processos? Pois se esse conceito ainda não está muito claro para você, guarde desde já: delegar tarefas vai muito além de uma simples hierarquia profissional! É preciso entender seus colaboradores e aplicar uma gestão eficiente e personalizada para ser respeitado como líder e não apenas como chefe. Mas, nesse caso, será que é melhor dar liberdade ou monitorar? Confira nosso post de hoje e descubra:

Delegando as tarefas

Toda e qualquer empresa precisa contar com um bom líder, um profissional que saiba atribuir funções de forma planejada e consciente, de acordo com as capacidades de seus colaboradores. Mas qual a maneira ideal de gerir pessoas em uma instituição? Para que um líder consiga atingir seus objetivos, precisa reforçar o monitoramento de seus colaboradores ou dar liberdade para que eles se sintam motivados e tenham espaço criativo para atuar? Trata-se de uma difícil e crucial escolha para a liderança. E a resposta também não é simples: depende do perfil de cada profissional! Cabe ao bom líder, assim, saber distinguir entre um e outro.

E é aí que entram as teorias X e Y, desenvolvidas pelo psicólogo social Douglas McGregor durante a década de 1960 para explicar duas formas antagônicas de entender a motivação humana e de gerir empresarialmente. Esse estudo considera a maneira como o empresário enxerga as motivações da sua equipe e exatamente como essa perspectiva afeta o comportamento dos colaboradores. Entendendo de que forma seu modo de gestão pode se adaptar ao considerar as motivações dos funcionários é possível adotar uma abordagem específica que seja mais eficiente de acordo com cada caso.

A principal distinção entre o que Douglas McGregor define como teoria X do que ele define como teoria Y é baseada na motivação dos funcionários. Faça um rápido teste para entender melhor essa distinção. Pare de ler por um minutinho e pense em uma resposta para a seguinte pergunta: as pessoas são naturalmente desmotivadas e não gostam de trabalhar, trabalhando apenas para obter benefícios monetários ou elas gostam de trabalhar e se automotivam quando estão em um lugar propício para exercer a criatividade?

Parece uma questão simples, mas um pouco de reflexão permite perceber que se trata de uma pergunta não só válida como imprescindível na hora de definir o modo de gestão de um líder. E é nessa diferença que se pautam as teorias X e Y. Que tal dar uma olhadinha mais de perto em cada uma delas para entender melhor?

Entendendo o X

De acordo com a teoria X, também conhecida como hipótese da mediocridade das massas, os colaboradores desgostam naturalmente do trabalho e das responsabilidades a eles atribuídas, evitando qualquer tipo de comprometimento e não se esforçando para demonstrar iniciativa própria para resolver problemas e enfrentar desafios. Esse tipo de concepção leva a uma gestão mais dura e rígida, com necessidade de maior controle e monitoramento em todas as atividades realizadas pelos funcionários. Nesse caso, os superiores precisam intervir para que resultados sejam atingidos.

Dentro da teoria X, há pouca distribuição de autoridade, a fim de que o controle seja firme. Nesse contexto, os funcionários são motivados por fatores como dinheiro, compensações, elogios ou punições. Essa perspectiva nada mais é que um reflexo da crença de que o ser humano tem uma tendência a evitar o trabalho, inclinação que deve ser corrigida constantemente pela gestão.

Resumindo

  • Os colaboradores evitarão o trabalho sempre que possível (mínimo esforço);
  • Os trabalhadores precisam ser monitorados e controlados para realizarem tarefas;
  • As pessoas são geridas principalmente por meio de benefícios, compensações e punições.

Conhecendo o Y

teoria Y, por sua vez, adota uma noção oposta à teoria X sobre as motivações das pessoas em relação ao trabalho. Nessa teoria, os trabalhadores gostam de trabalhar e são vistos como responsáveis e criativos. No caso, não existe mais a ideia de que o ser humano evita naturalmente o trabalho e as responsabilidades incluídas em um cargo. Essa percepção aponta que os colaboradores gostam de trabalhar e que isso pode ser tão prazeroso quanto qualquer atividade lúdica, desde que o ambiente seja propício para tal. Esse conceito leva a uma gestão mais descentralizada, uma vez que não há necessidade de rígido controle e supervisão em todas tarefas.

E já que os trabalhadores estão felizes e automotivados no trabalho, é preciso garantir espaço para que criem e forneçam soluções práticas, afinal, é tanto do interesse da empresa quanto deles próprios que se alcance o melhor resultado. Assim, ao contrário da visão da teoria X, aqui os colaboradores não são pressionados a executar um determinado serviço, mas desafiados a inovar e descobrir maneiras eficientes de lidar com as tarefas.

Resumindo

  • O trabalho pode ser tão divertido quanto o lazer, desde que com as motivações adequadas;
  • O colaborador não evita trabalho, sendo estimulado por desafios;
  • As pessoas são criativas e competentes, pois têm objetivos alinhados com os da empresa;
  • Os funcionários não precisam de monitoramento rígido, pois conseguem se autogerir.

Comparando as teorias

Funcionários da teoria X tendem a ter cargos especializados e, muitas vezes, realizar funções repetitivas. Já de acordo com a teoria Y, os colaboradores tendem a ser organizados em áreas mais amplas de atuação ou conhecimento, sendo encorajados a desenvolver soluções e sugerir melhoras.

Organizações geridas pela teoria X trabalham com um método simples de recompensa, usando as gratificações como parte de um sistema de remuneração e controle. Em instituições que adotam a teoria Y, por outro lado, a gratificação continua sendo importante, mas não participa de um processo de controle. Nesse cenário, são também mais comuns as oportunidades de promoção.

Embora a gestão pautada pela teoria X seja muitas vezes vista com maus olhos, pode ser adequada para uma empresa com produção em larga escala que tenha muitos cargos que independem de conhecimentos específicos ou espaço para participar de decisões. A teoria Y, por sua vez, é amplamente adotada por organizações que valorizam e encorajam a participação e precisam que seus colaboradores sejam criativos.

Independentemente da perspectiva, o fundamental é que o líder consiga identificar qual abordagem é a mais apropriada para cada um de seus colaboradores, sabendo delegar tarefas com base nessa análise. E então, qual teoria lhe parece mais efetiva? Comente e participe da discussão!

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Xando Natsume
Xando Natsume
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