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O guia para ser um líder inesquecível (no bom sentido!)

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Quando pensamos em figuras de liderança o que nos vem à cabeça são figuras imponentes, capazes de inspirar pessoas e persuadi-las em prol de algo maior, mas na prática, nem sempre é assim que as coisas funcionam. Problemas com o gestor são uma das maiores causas de demissão em todo o Brasil, o que mostra que o exercício da liderança ainda é um grande desafio para as empresas.

Muitos profissionais conseguem conquistar o respeito dos superiores e assumir um cargo executivo, mas não conseguem fazer o mesmo com a sua equipe. Eles não aumentam a produtividade ou despertam a confiança das pessoas que lideram. Alguns acabam assumindo uma postura de chefe, porque aprenderam que isso era o correto, e “mecanizam” os seus liderados. Já outros, simplesmente não têm a segurança necessária para dar ordens ou tomar decisões importantes.

A boa notícia é que todos esses aspectos podem ser resolvidos! Quer saber como? Então confira o nosso guia completo para se tornar um verdadeiro líder e comece a promover mudanças na sua gestão agora mesmo!

Entenda o que faz um líder

O que torna alguém um líder? Se a sua resposta foi “assumir um cargo de gestão”, precisamos conversar mais um pouco. Liderança não é apenas estar em uma posição mais elevada hierarquicamente ou assumir o comando de equipes em uma empresa. Muitas pessoas conseguem ser líderes melhores em suas casas ou na própria comunidade do que muitos executivos.

Ser líder também não é um dom inerente ao ser humano ou um talento natural que nasce com ele. Depende de uma série de fatores — criação familiar, visão de mundo e habilidades — que um indivíduo adquire ao longo da vida.

Para o psicólogo Warren Bennis, “liderança é a capacidade de traduzir a própria visão em realidade”. Contudo, uma análise mais profunda nos mostra que esse conceito pode ser problemático se a visão de um líder for equivocada e mesquinha.

Já para o autor Jonh Maxwell, “liderança é influência”. Esse conceito também traz algumas ressalvas, pois dá ao líder o poder de monopolizar todas as decisões e fazer escolhas que podem não ser benéficas para todos.

Então, vamos repetir a pergunta que abriu esse tópico: o que, realmente, torna alguém um líder? Para James Hunter, autor de O Monge e o Executivo, “se você quiser liderar, deve servir“. A servidão nesse caso não está relacionada a uma posição de subserviência, mas à capacidade de colocar-se a serviço de alguém. No aspecto profissional, de um colaborador.

Essa definição é um das que mais se aproximam da ideal diante da realidade atual do mercado de trabalho, formado por pessoas de diferentes gerações com expectativas que vão muito além de um salário ou estabilidade.

Veja a seguir as características que você precisa desenvolver para se tornar um verdadeiro líder:

Inspiração

Um autêntico líder não é aquele que usa o seu poder para conduzir e fazer com que as pessoas se movimentem em prol de algo. Ele é sábio o suficiente para perceber que esse modelo em que um manda e todos obedecem já não funciona mais. Ele inspira à ação. Seu comportamento ético, otimista e empático estimula quem está ao seu redor a também fazer o melhor. Ele cria um ambiente de trabalho que permite que as pessoas se desenvolvam, tenham um propósito profissional e ganhem qualidade de vida.

Confiança

A chave para construir uma equipe autoconfiante, que acredita em si mesma e se sente motivada a dar o seu melhor é demonstrar confiança nela.

O primeiro passo para conquistar esse objetivo é delegar tarefas e responsabilidades. Descubra os pontos fortes e atividades que a sua equipe acha mais estimulante e comece a abrir mão de controlar tudo.

Esteja pronto para orientar no que for preciso, mas use o seu tempo livre para se concentrar em tarefas mais relevantes, que são da sua responsabilidade. Esse equilíbrio trará mais produtividade e motivação para o seu negócio.

Inteligência emocional

Haverá dias em que as coisas fugirão do seu controle e planejamento, e surgirão conflitos e situações de crise. Diante dessas situações, o líder não pode entrar em pânico. Se desesperar em momentos difíceis ou criar uma atitude negativa também desmotivará a equipe e diminuirá o nível de confiança.

Ter inteligência emocional é saber se concentrar na resolução e não no problema em si — saber lidar com pessoas e manter todos focados em fazer um bom trabalho, independente do que aconteça.

Comprometimento

Se você espera que sua equipe trabalhe com empenho, seja responsável com prazos e horários e produza com qualidade, você também precisa dar o exemplo. Além de criar uma imagem de respeito, essa atitude traz energia para que colaboradores se empenhem ainda mais.

Não há motivação maior do que ver um líder comprometido, trabalhando lado a lado, justo com as suas promessas e fiel aos valores que exige das pessoas ao seu redor.

Bom senso

Profissionais possuem valores, experiências de vida e visões de mundo diferentes. No ambiente de trabalho, nem sempre uma brincadeira será recebida por todos da mesma forma, nem todos conseguirão trabalhar sob pressão ou terão o mesmo nível de afinidade com você.

Um líder precisa ter o bom senso de observar os seus colaboradores e personalizar a sua abordagem a cada um deles. Além de extrair o melhor resultado de todos, essa atitude é essencial para construir um relacionamento amigável, baseado no respeito e na confiança.

Honestidade

É importante que o líder seja transparente no relacionamento com colaboradores e também com clientes. A honestidade é o pilar da confiança e para a construção de uma imagem ética, não só para você, mas para a empresa que representa.

Admita erros, reconheça méritos e preze sempre pela verdade, mesmo que ela não seja tão boa. Isso demonstra para as pessoas que o rodeiam que, independente das condições, elas podem contar com você.

Autoconhecimento

Uma das premissas da liderança servidora é que, antes de comandar outras pessoas, um líder precisa aprender a comandar a si mesmo. Em “O Monge e o Executivo” esse foi um dos primeiros aprendizados do protagonista, John.

Um líder que se conhece — seus pontos fortes e fraquezas — consegue lidar melhor com as situações, se comunicar com clareza, medir suas reações e emoções diante de conflitos, criar metas consistentes e transformar o ambiente ao seu redor de uma maneira positiva.

Compreenda o seu impacto na vida das pessoas

Dos 11 principais motivos de estresse no trabalho, a maioria é causada ou pode ser mudada pela liderança. No mundo ideal seria perfeito que o que acontece no trabalho ficasse por lá mesmo, mas isso ainda não acontece. Problemas profissionais constantemente impactam a vida pessoal e afetam os relacionamentos, a autoestima e a saúde física e mental dos colaboradores.

Para um colaborador, o desempenho e a contribuição que dá para uma empresa estão diretamente relacionados ao ambiente de trabalho que encontra. E o líder é fundamental para definir a cultura e o clima desse local.

Basta se colocar no lugar do liderado por um segundo: Imagine se manter proativo em um local no qual o chefe não acredita ou valoriza o que você faz, é pessimista e não sabe intermediar conflitos internos? É praticamente impossível.

Depois de ler isso, você deve estar se perguntando: então, como posso melhorar a minha influência na vida dos colaboradores? Continue a leitura para descobrir!

Ser coerente e claro com suas expectativas

Se um colaborador não atua sob uma meta clara, ou ela representa “um fardo muito pesado para ele carregar”, será quase impossível entregar o que o líder espera. Uma das características do líder servidor é que, em vez de usar o seu poder para impor o que deseja, ele conversa. Ele é claro com as relação às suas expectativas e fornece os recursos necessários para que os colaboradores possam alcançá-las.

Não espere que a sua equipe adivinhe o que você deseja ou cumpra metas que fogem da realidade. Seja coerente e não foque apenas em números. Crie uma missão para a empresa e trate-a como uma algo que os motivará a crescer e não apenas como uma obrigação.

Desenvolver talentos

“Retenha os seus talentos”, é o que dizem milhares de artigos e especialistas em gestão. Intuitivamente, os líderes que se deparam com essa frase investem todos os recursos e artimanhas para evitar a demissão do seu melhor colaborador: aumentam o salário, oferecem promoções e dobram os benefícios.

Enquanto isso, o resto da equipe, que também se dedica e possui impacto no crescimento da empresa é deixada de lado. É claro que alguns profissionais possuem uma atuação de destaque diante de outros, despertam a atenção e são capazes de fazer a diferença, mas a verdade é que uma única pessoa não é capaz de sustentar sozinha uma empresa. Por mais brilhante que ela seja, todo trabalho depende de colaboração.

Como líder você precisa ter cuidado em como reconhece méritos. Em vez de focar a sua mente e esforço em reter um único talento, procure desenvolver talentos. Trabalhe com todos os membros da sua equipe, por meio de orientação, capacitação e avaliações, para que trilhem os melhores caminhos para o futuro — juntos.

Não negligenciar o valor de um feedback

O que falta em muitas pessoas não é a capacidade de obter bons resultados, mas a motivação necessária ou um conhecimento específico para desenvolver determinada função. Em muitos casos, a própria gestão dificulta a atuação desses profissionais — com excesso de trabalho e falta de feedbacks.

Uma pesquisa feita com 657 entrevistados, pela consultoria Appirio, apontou que 65% dos entrevistados afirmaram que seus piores chefes “nunca deram o devido crédito” ou “apoio”. Mesmo com as atribuições e falta de tempo do dia a dia, não negligencie o valor do feedback para os seus liderados. É assim que eles entenderão o seu lugar na empresa e propósito do seu trabalho. Até mesmo uma crítica construtiva pode causar um impacto positivo na motivação, autoestima e na sua carreira como um todo.

Mostrar gratidão

De acordo com a Universidade de Harvard dizer um simples “obrigado” aos colaboradores e colegas de trabalho pode impulsionar a produtividade, ajudá-los a se sentirem mais positivos, construir relacionamentos fortes e aumentar a qualidade de vida.

Reconhecer o trabalho, o empenho e a disponibilidade que as pessoas se dedicam a trazer resultados para a empresa que você administra, não é um favor, e sim, uma obrigação. Afinal, seu desempenho como líder será medido pelo desempenho que essas pessoas apresentam.

Se você quer que os funcionários alcancem todo o potencial, a gratidão é um dos princípios da liderança servidora que deve fazer parte do seu dia a dia.

Ser empático e compassivo

O segredo para melhorar o relacionamento com o seu colaborador é conhecê-lo e ser capaz de se comunicar com empatia — mesmo que seja para destacar algo que não te agrada. Profissionais cometem erros. O importante não é apenas apontar responsabilidades e exigir melhorias, mas identificar o que motivou esse erro e como você pode ajudar.

Para uma mãe solteira, por exemplo, pode ser muito difícil encontrar alguém que cuide do seu filho em um momento de necessidade, o que pode justificar uma dispersão na hora do trabalho. O mesmo vale para quem depende do transporte público e se atrasa em um dia de chuva.

Um líder deve ser empático e compassivo para identificar as particularidades de cada um dos seus colaboradores, suas dificuldades e história de vida. Só então ele será capaz de entender o que os motiva, o que os atrapalha e como sua atuação pode melhorar.

Saiba que sua melhora não está só na vida profissional

Uma vez líder, um indivíduo terá a mesma conduta em todos os aspectos da sua rotina, seja familiar ou social. É inevitável: sem que você perceba, os mesmos princípios que cultiva em sua vida pessoal serão levados ao trabalho — e vice-versa.

É claro que o ambiente de trabalho exige um posicionamento mais formal, com base em um conjunto de regras institucionais, cultura da empresa e visão dos superiores que talvez você tenha que responder, mas o líder pode — e deve — trazer a sua essência para tornar esse ambiente mais humano e aumentar a compreensão sobre as limitações e expectativas da sua equipe.

Por exemplo: se você nunca chega a tempo para o jantar em família ou consegue cumprir suas atividades do dia a dia, como pode exigir que os seus colaboradores cheguem no horário e tenham responsabilidade com suas funções?

Para muitas pessoas, a falta de liderança pessoal pode interferir diretamente na carreira. Muitas são condicionadas a vida inteira por um ambiente repressor e se tornam tão inseguras, que são incapazes de tomar decisões por conta própria.

O caminho para realizar melhorias na conduta pessoal e na liderança passa pela análise de si mesmo, dos seus pontos fortes e fracos e das suas metas. A primeira envolve uma série de questionamentos, como:

  • Quem sou eu?
  • Onde estou?
  • Onde gostaria de estar?
  • Estou satisfeito com minha vida?
  • O que gostaria de mudar?

A segunda se refere aos seus pontos fortes e fracos e como eles têm impactado a vida das pessoas ao seu redor.

O consultor de gestão, Albert Humphrey chamou essa análise de SWOT, pois ela foca nas forças, oportunidades, fraquezas e ameaças que afetam o nosso desempenho. Nessa etapa, pergunte a si mesmo:

  • O que eu faço de melhor?
  • Quais as minhas habilidades mais valorizadas?
  • Quais as minhas dificuldades?
  • Que comportamentos sabotam o meu crescimento?
  • O que preciso desenvolver para chegar onde quero?

Por fim, seja honesto com as suas metas. Avalie em que momento está na sua vida pessoal e profissional, pense um pouco sobre a sua história e o que já conquistou, e faça duas perguntas fundamentais:

  • Qual o meu real objetivo de vida?
  • Qual o meu real objetivo de carreira?

A verdade é que todo ser humano possui inseguranças, fracassos e falhas — até mesmo os mais poderosos.

As pessoas que conseguem equilibrar a sua vida pessoal e profissional são aquelas que aceitam que não são perfeitas e trabalham constantemente para superar limitações. É assim que elas conseguem inspirar as pessoas que estão ao seu redor.

Nos papéis que assumimos na vida, exercemos a liderança de diferentes maneiras: como pais e mães somos líderes disciplinadores, mas amorosos; como filhos, somos líderes respeitosos e abertos à orientação; como amigos, líderes leais e benevolentes.

O segredo para ter sucesso na liderança profissional é reunir cada um desses aspectos valorosos que você tem na vida pessoal e também aplicá-los no trato com os seus colaboradores. Esse é o verdadeiro sentido da liderança servidora.

Busque a sua essência

Nós te mostramos o autoconhecimento como um dos elementos essenciais para desenvolver uma boa liderança, mas nem sempre é fácil chegar a esse nível de entendimento sozinho. O primeiro passo é descobrir a sua própria essência. Do latim “essentia”, a palavra se refere à natureza dos seres. As características que o tornam únicos. Suas propriedades imutáveis.

Muitas vezes o que consideramos como nossa essência, na verdade é apenas a sua aparência. Platão explicou bem essa confusão em “O Mito da Caverna” – uma metáfora sobre a existência humana. Na narrativa, diversas pessoas são aprisionadas a uma caverna, sem qualquer acesso ao mundo exterior, e visualizando apenas a luz de uma fogueira, que forma sombras, imagens e símbolos que eles julgam ser reais.

Na vida real, esses prisioneiros somos nós mesmos. Muito do que consideramos realidade, na verdade, não passa de sensações e ilusões criadas pelo meio em que vivemos, nossos hábitos, expectativas das pessoas que nos rodeiam e forma como elas nos enxergam.

Pense por um minuto: quantas vezes invejamos quem possui fama, poder e demonstra um alto nível de felicidade? E muitas vezes, sem que ninguém saiba, essas pessoas estão sendo acometidas por problemas de saúde, dramas familiares ou pertubações mentais graves?

Só quando tomamos consciência de nós mesmos — o que nos move, nos impulsiona a ser pessoas melhores e o que realmente queremos — saímos da “caverna” da ignorância, ganhamos sabedoria e autoconfiança.

No mundo profissional, líderes que conhecem os valores que os formam e a sua essência não se corrompem diante de um alto cargo ou sucumbem à arrogância. Seu nível de consciência sobre si mesmo e sobre o que está ao seu redor atinge um nível tão alto que as decisões melhoram. Mas para utilizar essa essência de uma maneira construtiva, o profissional precisa descobrir o que o bloqueia, os valores que o definem e como pode potencializar o seu talento.

Nesse sentido, o trabalho de um coach pode ser decisivo para encontrar as respostas mais rapidamente.  Existe um treinamento que utiliza os preceitos inovadores de “O Monge e o Executivo” para incentivar o desenvolvimento profissional, por intermédio da transformação pessoal. Muitos mais do que um guia para ser líder, esse treinamento prepara as pessoas para conhecerem a si mesmas, enfrentarem os desafios do dia a dia e repensarem o seu lugar e missão no mundo.

Como líder, é importante que você reflita sobre quem é e busque a sua essência. Com ela, você será capaz de compreender os outros com mais facilidade, construir fortes relacionamentos interpessoais e melhorar a sinergia empresarial com os seus liderados.

Um líder é capaz de impactar as pessoas que o cercam em todos os sentidos: no desempenho, na autoestima, na produtividade e até na saúde física e mental.

Existem diversos tipos de líderes: o autocrático, o visionário, o paternalista, o democrático e tantos outros. Diante de todos esses exemplos, o líder que mais se destaca é aquele capaz de servir, que tem a sensibilidade de observar e entender o seu ambiente de trabalho e utiliza estratégias que tragam bem-estar, motivação e oportunidades de crescimento para todos os seus colaboradores.

Para chegar a esse patamar, é fundamental que os líderes saibam quem realmente são, quais são os seus valores e o que o motiva, e não se esqueçam de cuidar da sua vida pessoal. Ao ganhar segurança de si e desenvolver a autoliderança ele será capaz de impactar a vida das pessoas de uma maneira muito mais positiva.

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Xando Natsume
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