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Por que chorar no trabalho pode ser um mau sinal?

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Quem nunca teve vontade de chorar no trabalho, não é mesmo? Apesar disso, ser visto aos prantos no espaço profissional segue sendo visto como um sinal de incapacidade ou debilitação pela maioria das pessoas.

Uma nova tendência se anuncia no horizonte das relações profissionais, e os aspectos humanos tornaram-se mais relevantes do que nunca no mundo dos negócios. Mas nem por isso deve-se dar passe livre às lágrimas sempre que algo estiver incomodando no âmbito profissional.

Neste artigo, listamos as principais razões pelas quais chorar no ambiente de trabalho ainda pode não ser bem visto.

Chorar no trabalho pode irritar seus colegas

Especialistas em recursos humanos acreditam que o estigma sobre o choro no trabalho tende a desaparecer diante das novas abordagens da administração empresarial e gestão de RH contemporâneas. Elas já romperam com a ideia fantasiosa de que o ser humano é capaz de separar suas questões pessoais do ambiente de trabalho, ou seus problemas profissionais longe do ambiente doméstico.

Acontece que, muitas vezes, as pessoas não sabem lidar com o sofrimento alheio e sentem-se incomodadas diante de outro indivíduo em estado frágil — o que pode levá-las ao estresse.

Além do que, ver alguém chorar nos torna vulneráveis também, e é por esse motivo que ninguém consegue conviver muito tempo com pessoas que choram constantemente. Afinal, ter de estar sempre “pisando em ovos” perto de alguém que pode começar a chorar por qualquer motivo é demasiadamente estressante.

Uma pessoa que chora com frequência no trabalho deve observar se as crises de choro ocorrem apenas no espaço profissional e também a constância com que elas acontecem.

Caso a pessoa esteja chorando frequentemente em ambientes diversos, deve procurar ajuda especializada. Mas se esses episódios acontecem apenas no trabalho, é hora de avaliar se está no emprego certo.

As mudanças de comportamento costumam levar muito tempo para acontecer

Se há pouco tempo os trabalhadores podiam acender cigarros no ambiente de trabalho, hoje esse tipo de comportamento é instantaneamente reprimido pelos próprios colegas.

Foi criada até mesmo uma lei federal para garantir aos não fumantes o direito de trabalhar em um ambiente saudável. Sem esse rigor, seria muito mais difícil eliminar o tabagismo no ambiente de trabalho, pois durante séculos isso foi encarado com naturalidade.

Da mesma forma que esse comportamento foi erradicado, outros também são passíveis de transformação, como por exemplo a forma como lidamos com as emoções no espaço onde ganhamos a vida.

Se hoje existe uma tendência contrária aos estereótipos de fraqueza e desequilíbrio com relação aos trabalhadores que são vistos chorando no ambiente de trabalho, isso não significa que todas as pessoas passarão a agir de acordo com esse pensamento do dia para a noite.

Durante séculos, cobrou-se dos trabalhadores que deixassem problemas de casa fora do trabalho e vice-versa, apesar de hoje sabermos que os indivíduos não funcionam dessa forma e sermos mais abertos para as questões humanas. O comportamento das pessoas, entretanto, costuma levar décadas para sofrer pequenas modificações, sobretudo no que diz respeito aos padrões sociais.

Autocontrole é uma virtude no mundo profissional

Todo profissional que almeja atingir altos cargos, de grande responsabilidade, deve, obrigatoriamente, desenvolver seu autocontrole ao máximo. Caso contrário, não estará apto a traçar estratégias e tomar decisões importantes, principalmente sob pressão. Por essa razão, o autocontrole é muito valorizado no mercado de trabalho.

Desenvolver o controle das emoções é a saída mais apropriada

No que se refere às relações de trabalho, nos vemos diante da responsabilidade de lidar com variados tipos de personalidade, que vão desde a mais dócil até a mais explosiva.

Para lidar com as pessoas ao seu redor, sem se deixar levar pelos sentimentos delas, e as reações que podem causar em seu íntimo, é indispensável investir no aprimoramento do autocontrole e da inteligência emocional.

Antes de tudo, é necessário ter ciência de que, quando trabalhamos com pessoas, estamos lidando com seres sentimentais, não robôs. Por essa razão, seja tolerante tanto com colegas que choram diante de situações estressantes quanto com aqueles que perdem o controle e acabam jogando suas frustrações com o trabalho em cima dos demais.

Essas reações provavelmente não têm nada a ver com você em especial e quase sempre se originam de fatores internos. Se você acha que se encaixa em um desses perfis extremos — explosivo ou demasiadamente sensível —, precisa, antes de tudo, ser tolerante consigo mesmo e procurar entender a origem desses sentimentos.

Lembre-se que nunca devemos deixar de impor nossa posição, mas considerando as outras partes envolvidas. Se você acha que está sendo injustiçado e se sente desconfortável, procure levar a situação para o diálogo e deixar claro o que está incomodando, antes de precisar chorar ou estourar em cima de alguém.

Invista tempo e recurso no aprimoramento da sua inteligência emocional, e os retornos benéficos certamente se estenderão para além da vida profissional; proporcionando muito mais qualidade aos seus relacionamentos de maneira geral.

Curso de coaching

O coaching consiste em um processo em que são identificadas e estimuladas as habilidades profissionais de um indivíduo. Isso acontece por meio da mensuração dos resultados que o trabalhador vem alcançando em contraposição às metas que ele almeja atingir.

Assim, são identificados os pontos fortes a serem reforçados e os aspectos que necessitam ser desenvolvidos, que representam seus pontos fracos.

A inteligência emocional e a capacidade de lidar com situações estressantes, sem entrar em desespero, estão entre os principais benefícios que um curso de coaching pode proporcionar a um profissional.

Muitas vezes, as principais habilidades de uma pessoa encontram-se soterradas por baixa autoestima, assim como falta de confiança em si mesmo e no próximo.

Essa metodologia tem sido procurada por diversas empresas conceituadas. Por conta da alta demanda, muitos cursos fajutos têm sido lançados no mercado, inclusive alguns que se apropriam do nome de instituições renomadas para aproveitarem a boa reputação e se darem bem.

Desse modo, é importante estar atento na hora de contratar qualquer serviço desse tipo. É preciso ter certeza da seriedade da empresa, resultados que proporcionou às organizações que já a contrataram, o nome do profissional que vai dar o curso, sua formação e certificação, entre outras informações.

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Neder Izaac
Neder Izaac
Administrador formado pela FGV/SP e Mestre em Finanças pela FGV/SP. Atuou como analista e pesquisador na McKinsey & Company e como consultor na Accenture. Empreendedor responsável pela abertura de mais de seis negócios diferentes no ramo de restaurantes, franchising, bilhetagem eletrônica, crédito para saúde, consultoria e intermediação imobiliária. Proprietário da Empresa Realista Consultoria Empresarial. Arquiteto de soluções e projetos, dedica-se ao estudo do comportamento humano e sua relação com o desempenho das empresas.
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